Eu, que sempre disse que quero viver sozinha com o meu gato num local remoto onde ninguém me encontre, terei descoberto o precioso da minha vida num instante em que os meus pensamentos não tinham exactamente o fundamento de ser poéticos nem de me levar a epifânias?
Será que o precioso da minha é, exactamente, o facto de quando estou em baixo, stressada, furiosa, poder encontrar a minha prima numa noite de Dezembro a meio caminho - na mesma rua - entre a casa dela e a minha, ambas de robe, ambas a respirar em nuvens, ambas a fumar um cigarro solitário?
Ou será o precioso da minha vida eu a, daqui a alguns segundos, perguntar ao meu pai se tem um cigarro e ir fumar sozinha para o quintal enquanto oiço a Thumbing my way, Pearl Jam?
Será que o precioso da minha é, exactamente, o facto de quando estou em baixo, stressada, furiosa, poder encontrar a minha prima numa noite de Dezembro a meio caminho - na mesma rua - entre a casa dela e a minha, ambas de robe, ambas a respirar em nuvens, ambas a fumar um cigarro solitário?
Ou será o precioso da minha vida eu a, daqui a alguns segundos, perguntar ao meu pai se tem um cigarro e ir fumar sozinha para o quintal enquanto oiço a Thumbing my way, Pearl Jam?
