Conforme oscilam as horas num novo estado de energias, oscila a minha percepção do mundo. Como a cada vez que a percepção muda, eu mudo o meu mundo inteiro, há três dias que somos estranhos e eu já remodelei tudo: já me vejo sem ti nos próximos dias e nos próximos meses. Já imagino que as cartas que seriam o meu consolo nesses mesmos tempos já não vão despregar-se da caneta porque já não me sinto capaz. Já decidi que, uma vez que sinto que descarrilaste, e, contigo, nós os dois, vou aprender a viver sem ti. Mas a verdade é que, só três dias depois, já me fazes falta. Fazes-me tanta falta...
Quando estou distraída a ser eu, e algum dos milhentos assuntos que pisámos se enterpõe pelo meio de qualquer conversa, olhava para ti, encontrava no teu olhar a compreensão, e o mundo acordava todo ao meu redor. Já não podia estar distraída. Punha as ideias todas sobre rodas, não fosses tu ouvi-las e procurar a integridade delas, a estruturação. Quem sabe, não encontrasses tu falhas: ontem disseste b e hoje estás a dizer c. E eu dizia-te: Tens razão, mas... E repensava tudo.
Amor, falei-te no passado. Fechei portas, teve de ser. Apetecia-me gritar:
ERRO DE COMUNICAÇÃO
AMO-TE, AMO-TE, AMO-TE
Isto sou eu a fechar portas porque sei que não vais passar por elas durante seis meses.
Quando estou distraída a ser eu, e algum dos milhentos assuntos que pisámos se enterpõe pelo meio de qualquer conversa, olhava para ti, encontrava no teu olhar a compreensão, e o mundo acordava todo ao meu redor. Já não podia estar distraída. Punha as ideias todas sobre rodas, não fosses tu ouvi-las e procurar a integridade delas, a estruturação. Quem sabe, não encontrasses tu falhas: ontem disseste b e hoje estás a dizer c. E eu dizia-te: Tens razão, mas... E repensava tudo.
Amor, falei-te no passado. Fechei portas, teve de ser. Apetecia-me gritar:
ERRO DE COMUNICAÇÃO
AMO-TE, AMO-TE, AMO-TE
Isto sou eu a fechar portas porque sei que não vais passar por elas durante seis meses.

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