21 junho, 2009

Complicações sem nexo

Na passagem de ano - a segunda que passei sem ti e tendo tido essa oportunidade debaixo da mão - decidi-me pelas minhas melhores amigas, e olha só a confusão que foi. Agora, sabendo que te vais embora em Setembro para Itália, e que só voltas na passagem de ano, e que depois só voltas em Março, e que terei que viver seis meses sem ti a cruzar as ruas, não vou optar por elas. Vou optar por ti e pelos 6 dias maravilhosos que podemos passar, cheios de recantos onde podemos trocar uma palavra só nossa, daquelas que só fazem sentido para mim e para ti e que não temos bem a certeza de não serem embaraçosas, pelo que sorrimos desajeitadamente quando as trocamos. Cheios de minutinhos em que vou poder observar a tua expressão concentrada enquanto argumentas, o brilho no teu olhar de indignação, ironia, sarcasmo, enquanto te justificas. A forma distraída como levas as unhas aos lábios e as róis. E, nestes dois últimos dias, os dois triângulos perfeitos que fazem dos teus lábios os mais bonitos que alguma vez vi.

Bem, mas tu és tudo o que eu já vi de mais bonito... seja em que sentido for, pelo que entrei no campo dos clichés...

Para terminar, só quero que saibas que reparei que, quando mencionavas as datas de partida e chegada a Itália, que quando repetias duas vezes que este país é uma merda e que o sistema lá é melhor, que quando disseste que ainda ficas é por lá...

Desviaste propositadamente o rosto na minha direcção, pelo menos três vezes, para avaliar a minha reacção...

Tu sabes, porque eu já te disse, porque tu já me ouviste dizer a outros esta mesma frase:

«Sentir falta de alguém é a coisa pior que há, é como se, de repente, todas as ruas estivessem vazias...»

E tu sabes que vou morrer de saudades tuas, enterrada nestes becos vazios.

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