04 junho, 2009

Príncipe

Eu pensava que te queria só como marido, vá, é esta a palavra que se usa. Para a vida. Mas a verdade é que te queria de tantas outras formas, e só agora o soube. Como é bom podermos ser sinceros um com o outro, partilhar, como é bom para mim deixar contigo coisas que até aqui só a mim pertenciam, descobrir-me nos teus olhos e aprender contigo. Sei que também aprendes comigo e é gratificante até à exaustão ver-te fazer algo da forma como te sugeri, como te ensinei. O brilho da compreensão nos teus olhos ou atitudes não tem preço. E eu que só te queria daquela forma, agora aprendo que não poderia ter vivido sem ti e ser feliz. Foi um esforço grande que escolhi passar só para te poder dizer que... de tão grande que foi, não podia desaparecer completamente.

E agora dizem-me que queres ter uma filha chamada Maria, é suficiente para eu sorrir, mas não para me trazer lágrimas aos olhos. Eu também quero uma filha chamada Maria, é provável que o saibas, por isso nunca o dirás à minha frente. A minha Maria seria em honra da tua mãe, assim como a tua. Mas isto já não é suficiente para me virar a cabeça. Agora, em vez de uma Maria a honrar a tua mãe, meu amor, haverão duas Marias: a tua, e a minha com alguém que eu ame muito. E nós estaremos lado a lado, uma madrinha é uma segunda mãe. Se não pude ser a primeira mãe dos teus filhos, terei todo o prazer em ser a segunda.

Amo-te tanto...

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