15 agosto, 2009

Problema de expressão; tempo verbal

Príncipe,

Eu e tu nunca nos vamos entender, pois não? Nem como amigos nem, se o mundo virasse enfim, como um casal. Agora estou a pensar aquelas coisas todas que podes estar a fazer e que me magoariam mais, como estares ao telefone com ela. Estás sozinho em casa e, não estivesse ela em CB, receava que a convidasses para ficar contigo. Veio uma recém-licenciada em psicologia dizer que pensa que gostas de mim mas não tens equilíbrio interior para me receber. Eu também não teria equilíbrio para te receber a ti. Nós não teríamos maneira de nos receber mutuamente, apesar de ficares de rosto fechado quando estou mal, e de nos rirmos juntos quando queremos estar sérios um para o outro. Repenso o que a rapariga disse: será possível que nos amemos sem conseguirmos encontrar um entendimento? Será possível que, para compôr o nosso presente, eu tenha que utilizar o pretérito imperfeito do verbo amar? Será que só assim podemos respirar fundo ao lado um do outro? Quando é que vou poder dizer-te que ainda te amo, que foste e serás o amor da minha vida porque me ensinaste tanto... Ensinaste-me a sentir coisas que não tive tempo de me perguntar se existiam:

Existiria um amor tão grande que a pessoa em questão aceitasse a outra sem reservas, mesmo como melhor amigo, só para a ter a seu lado, ainda que a amasse como te amo? Antes de me colocar esta questão, já tu me tinhas ensinado que sim.

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