31 julho, 2009

G

Insistes em te meter comigo. Quando digo a todos que já não te posso aturar, que já não te posso ouvir, que estou esgotada e saturada, vens tu e cativas-me. Estás tu, sozinho, inclinado de lado num balcão, o rosto apoiado nos braços lá pousados e a intensidade do teu olhar pousado em mim. Estás tu a pensar o que hás-de dizer para me moer o juízo, ou talvez não penses em nada e eu julgue que, tal como eu, pensas em tudo. Depois estás tu a dizer "Vais dormir na rua", e eu a controlar-me para não te responder e para não encurtar a distância de sensivelmente dois metros que nos separa. Continuas a embirrar comigo até eu me dirigir a ti "Estás a gozar com a minha cara?", pergunto-te, depois de mencionares o episódio de ontem "Então, foste dar uma volta?". Pois fui, e hei de ir sempre, e tu não tens nada com isso. Fica com a tua amiga oca, com aquela exibicionista, oca de alma, nua de valores. Fica com ela, ela fica-te melhor.

30 julho, 2009

Perfect Timing

G,

Não me apetece chamar-te príncipe, porque para mim perdeste o encanto. Tenho uma capacidade única de me auto-convencer que algo está errado e que tem que mudar. Com a devida insistência, muda de tal forma que não há retorno. A partir daí, aquele caminho é caminho a não pisar. Não nasci, muito provavelmente, para a família e para o lar. Nasci para passar as noites a escrever ou a ver séries ou filmes com um cão ou um gato ao colo num ambiente místico, com budas, incenso, almofadas, verdes alface e vermelhos aconchegantes. Pensei que por ti podia mudar a minha natureza, que os quilómetros de estrada percorrida terminariam em paz de espírito e liberdade, mas é bem mentira. Terminam em mim presa a ti, a achar que preciso de ti para ser feliz, e tu, solto como és, talvez até mais preso a mim, mas eu nunca me sentiria segura contigo, porque eu preciso que me mostrem e que me falem de segurança, e tu enfadas-te com quem não entende isso em silêncio. Pensava que ficaria contigo pelo resto da minha vida, mas cada vez tenho mais vontade de fugir dessas perspectivas, contigo e com qualquer um. Não digo que acordar e não ter a cama ao lado vazia não seja bom, mas não merece o esforço. Vejo-me antes em capitais, por aí, dedicada às artes, a viver romances nos que escrevo e nos que leio e a ser assim feliz. Achas que é uma vida vazia? Não acho. Acho que terei imensas dimensões na minha mente e que, só por isso, poderei saciar as minhas necessidades de felicidade e também as de lágrimas, que as tenho. Olha eu em Praga, em Florença, em Viena, em Genebra? Olha eu no Egipto, no Quénia, no Peru! Olha só para mim em Nova Iorque, Toquio, Bombaim? Serei feliz por aí, com a máquina fotográfica a coleccionar bustos egípcios, t-shirts a dizer "I Love NY", máscaras africanas, pequenos budas, um sari indiano, um alcorão. Uma biblioteca internacional, nas minhas estantes e fotografias da minha fluidez nas paredes: eu aqui, eu ali. Eu em todo o lado. Não saberei viver num só espaço nem estar fechada o dia inteiro. O meu trabalho não pode ser uma forma de ganhar dinheiro, mas de viver a vida. Este meu trabalho é um milagre porque foi ele que me encontrou. Hei de viver muitas vidas, não só a minha. Talvez me apaixone pelo exotismo de um israelita, pela sensualidade de um italiano, pela nobreza de um médico em serviço pela ONU na Namíbia, por um guia egípcio e um motorista ou transfer irlandês. Cada um há-de chegar no momento certo e espero que, ainda assim, seja uma surpresa. Que quando eu vá à Sardenha tenha lá o Giuseppe e que quando chegue à Suiça tenha o Jean-Pierre à minha espera. Tudo muito decente, tudo muito claro.
«Adeus, até para o ano!»
Ontem fizeste-me a seguinte pergunta:
«Quando as coisas vêm tarde, ou não vieram quando querias, achas que já não é bom? Já não vale a pena?»
E eu respondi-te com sinceridade:
«Acho que vêm fora de prazo, tarde demais. Só vêm perturbar-me, já não as quero».
Nem eu sei do que falávamos.

27 julho, 2009

Fogo

Aqui o fogo volta a desistir de ti, terra. Estás a deixar de ser estimulante.
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Manual de Instruções?

Nunca pensei chegar ao ponto de agradecer por algumas dicas em relação a ti. É só que, frequentemente me pergunto, em relação às minhas paixões, se devo virar à direita ou à esquerda e se essa decisão tem consequências, contigo parece ter consequências muito maiores. Sem querer, e parecendo completamente inconsciente disso, desencadeias em mim tempestades que lanço sobre ti, discutimos até mais não e no fim tu ficas a dizer piadas, a tentar que o meu mau humor passe, e a reparar em todos os meus gestos e a imitar a minha voz - numa tua muito mais irritante - com os teus 'blábláblás'. Por outro lado, coisas pequenas às quais nem eu, que procuro dar significado a tudo, reparo, surgem de ti mais tarde, aquela conversa que tivémos há meses e que tu agora desenterras, por meias palavras, e me piscas o olho porque é coisa só nossa. E os teus silêncios inexplicáveis.

Gosto tanto de ti, raposinha.
Tu, que leste o Principezinho.

26 julho, 2009

Meu pequeno grande amor

Há isto que é novo, que é o teu sorriso, que é o nosso sorriso quando olhamos um para o outro. E há o facto de, quando vou sentada a teu lado, nos joelhos de alguém, ambos encolhidos noutro carro com outra gente a mais, reparar em como és pequenino no teu canto... Como as tuas mãozinhas são pequeninas unidas no colo, como o teu rosto é pequenino visto de cima, como o teu corpinho, encolhido, é tão pequeno.

E em como os teus olhos, eles mesmos pequeninos, transparecem a tua alma,
essa sim, tão grande.

24 julho, 2009

O que é certo

Príncipe,

Já não estou habituada a não falarmos. Já não estou habituada a estar um bocadinho mais afastada de ti uma noite. Ontem foste o último a chegar ao carro, como sempre. Éramos seis. Mandaram-me sentar-me ao teu colo. Pergunto-me como é que ando a conseguir, por uma vez, fazer o que é correcto: correcto para mim, para nós e não aos olhos dos outros. Para eles, que até o estavam a incitar, estava tudo bem. Para mim não podia ser. É claro que ainda não parei de pensar que piadas terias dito, o que é que teria acontecido, se a viagem me teria parecido maior ou mais pequena. Quando chegámos ao destino foste para o teu concerto e eu fiquei a jogar à sueca. Espero que esteja tudo bem entre nós, meu amor. Espero não te magoar e que não me magoes, e que as minhas pequenas rejeições não te magoem, como amigo que és, só porque eu comecei a conseguir dizer que «não» às coisas que outrora me fariam tão feliz.

Amo-te, meu amigo.

23 julho, 2009

Assim sim

Príncipe,

Agora sim. Agora não tenho ilusões, agora não acho que estou a ver coisas boas onde elas não estão. Agora até é bem o contrário. Agora tenho uma relação quase priveligiada contigo. Agora, gritamos até terem de nos separar na Tasca e, à noite, quando chegas a casa estou a pedir-te desculpas, depois estás tu a chamar-me «Tontinha» e a dizer que não fiz «nada de mal». Depois eu digo-te que tenho dificuldades em mostrar-te amor, penso sempre que ou estou a exagerar, ou que vais evitar-me. E tu dizes «não tenhas medo de ti». Então, no dia seguinte descemos do carro e eu apanho-nos uns metros afastados dos outros. Não tenho medo de mim: encosto-me a ti, pego-te na mão discretamente e levo-a aos lábios. Como não sei ficar calada, quando a beijo penso que te disse «principezinho». Depois olho para ti, sorrio-te, e tu sorris-me, piscas-me o olho e dizes:
«Assim sim».

20 julho, 2009

Coisas que teria feito

Amor,

Eu teria posto uma mochila aos ombros
e cruzado o mundo,
por ti,
porque o poço do meu amor não tem fundo.

Eu teria escrito o teu nome em todas as paredes
até dez milhões o decorarem,
por ti,
até essas palavras te encontrarem.

Eu teria nadado até onde os meus braços pudessem
e atravessado qualquer mar,
por ti,
tantos quantos fosse preciso até te alcançar.

Eu teria posto o meu corpo à frente do teu
se viesse ao teu encontro a morte
por ti,
para que não te falhe a sorte.

Eu ter-te-ia escrito 565 cartas
se alguma te tocasse
por ti,
para que o meu amor te chegasse.

Eu teria desistido dos meus sonhos
se não partilhasses nenhum
por ti,
para que o nosso caminho fosse um.

Eu ter-me-ia desviado da minha trilha
posto tudo de lado
por ti,
para te mostrar que estavas errado,
e que amor é mudança,
é dar e receber,
é ser e não ser
e enquanto há esperança
não há meio de ele morrer.

Para ti,
20 de Julho de '09

Abraço

Amor,

Finalmente tenho à-vontade suficiente para me aproximar de ti quando estás de costas, introduzir as mãos no teu pólo e abraçar-te contra mim, acariciar a tua barriguinha e sorrir. Sorrir...
O que é que isto quer dizer?
Se não foges e eu não me sinto na corda bamba?

17 julho, 2009

Os meus olhos nos teus, deixa-me adivinhar

Amor,

Posso chamar-te assim de novo, ou tenho que continuar com mentiras para te fazer feliz? Ontem brincámos tanto, brincámos como ambos temos permitido que brincássemos num acordo mútuo e silencioso de sermos amigos - e bons amigos.
Primeiro disse-te: porque é que tens medo de estar sozinho comigo? Eu não mordo. E tu agora pareces procurar os lugares a meu lado, ou não foges se eu procuro o lugar vazio à tua direita.
Depois disse-te: estamos a cair na mais comum das vulgaridades, batemo-nos, rimos, dizemos piadas, insultamo-nos e não temos uma conversa decente. Disseste que gostas das nossas discussões, já tinhas dito que te fazem felizes, mas há tanta coisa que te faz feliz. Agora sentas-te ao meu lado no café e falamos baixo sobre o fascismo, o Alberto João Jardim, o comunismo, línguas, política, religião, amizade, amor, sexo. De repente conheço-te e tu conheces-me mais.
Ontem aconteceu umas quantas vezes estar a teu lado e sentir a tua anca na minha anca, o meu pé na tua perna, as tuas costas no meu braço, o teu cheiro nas minhas narinas. Depois provocas-me e eu provoco-te, interrompemos as conversas um do outro só para ver o outro irritado. Olhas-me nos olhos, franzes as sobrancelhas. Olho-te nos olhos, desafio-te com o olhar, ergo a sobrancelha, sorrio. Depois não temos que dizer nada, dou-te uma bofetada e fico a rir-me, mas não por muito tempo porque a seguir tu dás-me uma com o teu mínimo de força, mas é o suficiente para o meu ouvido zumbir, o cabelo esvoaçar e eu levar a mão à cara. Depois eu falo alto, mandas-me calar, falo demais, à minha maneira, fazes um bico de pato e imitas-me "blábláblá", e eu irrito-me e dou-te uma palmada no braço e tu dizes "Vêm?". Depois agarras-me nos pulsos e obrigas-me a rodar para um lado e para o outro enquanto tento libertar-me. Pelo meio sinto-te aqui e ali, rio. Ao menos não o mencionas quando a tua mão ou cotovelo toca algo que não devia, e eu não o menciono por saber que a culpa é minha, que se calhar o quis. Depois mordes-me a mão, na próxima oportunidade sabes que vou tentar morder a tua. Dou-te uma palmada no rabo, pegas em mim ao colo, de costas para todos, estou de saia, com as ancas nos teus ombros e, atrás de nós, no café, todos teriam visto o que não deviam ver, não fosse a maravilha das leggins. Depois balbucias qualquer coisa sobre "coitado do homem que se casar comigo" e sobre o facto de eu "dever ser estudada" e de ser uma "personagem de banda desenhada". Depois uma das minhas amigas diz "Quando ela se casar vai bater ao marido", e eu olho para ti e digo:
- É verdade, é por isso que queria casar contigo, para te bater a toda a hora.
E, quando regresso a casa, só carrego os teus olhos nos meus, quando estamos a centímetros de distância, e o modo como às vezes não tenho a certeza de para onde estás a olhar. Não desvio o rosto, nem o olhar. Até arrisco erguer as sobrancelhas só para te irritar. Sorrio-te e digo qualquer coisa que te faz revirar os olhos. A três quartos, o vínculo entre os teus lábios e o teu nariz é lindo. A forma dos teus lábios é linda. À luz nocturna, a tua covinha no queixo é linda. O teu olhar é lindo e a tua alma que explode com a luz de mil estrelas cadentes, é linda.
Meu amor,
és tanto.

12 julho, 2009

Chocolat Cake

As coisas estão cada vez mais difíceis entre nós, não estão? Primeiro, digo-te para avançares com a tua vida - continua - esquece-a. Depois, quando o fazes e levas a outra a passear, fico desta maneira. A sentir-me traída, ciumenta, trocada. Apetece-me gritar: Eu já cá estava, pira-te.

Hoje voltaste a evitar-me. Portanto, podes ir dar voltas com ela, mas achas-me uma ameaça tão grande que não podes estar a sós comigo. Já tive pesadelos com isto, é verdade. Agora pu-lo por palavras e disse-to: Já entendi que tens medo de te apanhar sozinho comigo, eu não mordo, sabes? Também já não te quero entender, desisti. Se preferes ficar com alguém que te olhe como um resultado de equação e que acha que te compreende, em vez de investires na nossa amizade, que é só isso, mas na qual eu entendia cada uma das tuas incógnitas e dos teus equivalentes e dos teus iguais e das tuas fracções, então fica com ela. Dêm passeios, marquem ruas e lugares e horas do dia como vossos. Só me pergunto: como pudeste? Como pudeste achar graça a uma rapariga oca que queria largar a escola para ser modelo e que é péssima aluna numa escola particular e que se veste como todas as outras e que deve sonhar com discotecas e fama? Como é que nunca viste futuro em nós?

E agora sou eu que me surpreendo: eu sabia, eu sabia, eu sempre soube que eu e tu não íamos dar nunca, não fomos feitos um para o outro, somos difíceis, os dois. Mostras-te a mim, como és. A elas mostras o teu lado bom, o teu lado confiante sem as oscilações e as fugas à normalidade. E é disso que ela gosta, porque é só isso que ela sabe de ti. E, se vocês se juntarem realmente, eu afasto-me. Que lição que tens sido. Que especial que foste. Só consigo podia ter uma conversa assim:

Tu: queres entender-me, mas eu sei que é difícil, e eu dou-te pistas mas tu não entendes.
Eu: não estás é tu a entender, eu NÃO QUERO entender-te, desisti, estou farta.

Só um bolo de chocolate podia aliviar-me do facto de não me ter despedido de ti na Tasca. A nossa Tasca, onde comecei a gostar de ti, onde tivémos tantos momentos, onde me disseste algumas daquelas coisas bonitas onde, para bem ou para mal, me ensinaste a fumar e depois me aconselhaste a não o fazer. A Tasca, que fechou, reabriu hoje. Hoje, e eu estive lá contigo, eu fui para lá contigo. E, quando me vim embora, vinha tão despedaçada, que nem te disse adeus.

Em que é que estamos a cair e,
mais importante,
Será que me importo?

07 julho, 2009

Leva-me a bom porto

Eu olho para a minha fotografia de bebé durante mais tempo do que seria necessário. E concluo: devia ter ficado assim. Devia ter ficado para sempre com uma camisolinha de lã com gola de olhos fechados e expressão incomodada - males de bebé, mais nada. Porque é que o tempo não parou ali? Se tivesse parado eu nunca teria assistido a crises familiares. Nunca teria estudado a minha família e as outras. Nunca me teria decepcionado uma, e outra, e outra, e outra vez com as pessoas que mais amo. Não tenho ilusões sobre o facto de que gostar de alguém é exactamente aceitar-lhe os defeitos. Mas não há ninguém para lidar com os meus males, parecem ser demais até para os outros. As minhas horas são passadas em nada, são um insulto ao meu intelecto que, a mal ou a bem, é melhor do que o que me é pedido. Passo-as a olhar para um computador e a inventar palavras para acrescentar às outras. Quando saio, tenho obrigações que confundo com pequenos prazeres. Gostava de ser menos insegura, até porque gostava de alguém que ficasse ao meu lado, aceitasse todos os meus defeitos - e são tantos que eu me pergunto se eu própria conseguiria entender-me com alguém como eu. De repente as conversas surgem e é a mostrar o meu ponto de vista que sou mais feliz. No instante a seguir, fica-me o sabor agridoce a ser a única. Quem não tem tempo para mim, tem-no para os outros e vou-me reduzindo à minha insignificância. Depois, o meu orgulho próprio, sem chegar à arrogância, diz-me: és melhor do que isso. E eu quero acreditar, quero tanto acreditar que não compreendo como me podem dizer que sou pessimista quando eu passo a vida a projectar, mentalmente, um mundo melhor. E tu, princípe, estás farto de mim? E tu, és como todos os outros? E tu, que pareço não conseguir descartar de papel de meu salvador, amas-me metade do que te amo numa dimensão qualquer? Farias algum sacrifício, alguma cedência, por mim? Não amor, nem tu na tua grandeza te desvias do teu caminho para me vir apanhar, para me pôr de pé, para me levar a bom porto. Nem tu, quando te peço que olhes por mim, tens capacidade ou vontade de o fazer.
Os dias arrastam-se e sou obrigada a tomar decisões. Devia tanto juntar-me às pessoas que gostam realmente de mim, àquelas cujo egoísmo nunca me excluíria de um desses pequenos prazeres tornados obrigações. E força? A mal ou a bem, são esses pequenos prazeres que dão cor à minha vida. Daí que receie tanto deixá-los. Os momentos bons intercalam-se com outros, piores. Não te amo. Digo-me, uma e outra vez. Amo-me a mim. Amo-me a mim que estou sozinha e que não posso contar contigo nem com ninguém. Se ao menos conhecesse alguém com metade da minha consciência e da minha boa vontade... Nunca me custou devolver sorrisos à cara das pessoas, mesmo que tivessem que ser pagos em troca dos meus pequenos prazeres.
Estou cansada de egoísmos, de dores que não saram, de constatações que soam como avisos e que, com o tempo, me obrigo a esquecer para poder viver sobre um chão habitável; que não cheire mal, que não se afunde a cada passo, que não me revele mais egoísmo e mais desconsideração.
De todos os erros que cometo, aprender tarde é sempre o pior. De todos os que cometi, gostar de ti talvez tenha sido o pior: aquele que me catapultou para esta estrada onde os maus momentos e desconfortos se sucedem repetidamente.

Do pior que podia ter feito a mim mesmo, não há nada como estas recaídas que vou tendo e que me roubam a minha vida para a tornar vivida em função de ti.

Sendo o amor o oposto antagónico de ódio,
Odeio-te neste momento, como há meses receava odiar.

05 julho, 2009

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Mãe.

"All this talk of getting old,
Is getting me down my friend
(...)
'Cause baby ohh,
If heave calls I'm coming too,
Just like you said
You leave my life
I'm better off dead"


The Verve - The Drugs Don't Work