23 julho, 2009

Assim sim

Príncipe,

Agora sim. Agora não tenho ilusões, agora não acho que estou a ver coisas boas onde elas não estão. Agora até é bem o contrário. Agora tenho uma relação quase priveligiada contigo. Agora, gritamos até terem de nos separar na Tasca e, à noite, quando chegas a casa estou a pedir-te desculpas, depois estás tu a chamar-me «Tontinha» e a dizer que não fiz «nada de mal». Depois eu digo-te que tenho dificuldades em mostrar-te amor, penso sempre que ou estou a exagerar, ou que vais evitar-me. E tu dizes «não tenhas medo de ti». Então, no dia seguinte descemos do carro e eu apanho-nos uns metros afastados dos outros. Não tenho medo de mim: encosto-me a ti, pego-te na mão discretamente e levo-a aos lábios. Como não sei ficar calada, quando a beijo penso que te disse «principezinho». Depois olho para ti, sorrio-te, e tu sorris-me, piscas-me o olho e dizes:
«Assim sim».

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