24 julho, 2009

O que é certo

Príncipe,

Já não estou habituada a não falarmos. Já não estou habituada a estar um bocadinho mais afastada de ti uma noite. Ontem foste o último a chegar ao carro, como sempre. Éramos seis. Mandaram-me sentar-me ao teu colo. Pergunto-me como é que ando a conseguir, por uma vez, fazer o que é correcto: correcto para mim, para nós e não aos olhos dos outros. Para eles, que até o estavam a incitar, estava tudo bem. Para mim não podia ser. É claro que ainda não parei de pensar que piadas terias dito, o que é que teria acontecido, se a viagem me teria parecido maior ou mais pequena. Quando chegámos ao destino foste para o teu concerto e eu fiquei a jogar à sueca. Espero que esteja tudo bem entre nós, meu amor. Espero não te magoar e que não me magoes, e que as minhas pequenas rejeições não te magoem, como amigo que és, só porque eu comecei a conseguir dizer que «não» às coisas que outrora me fariam tão feliz.

Amo-te, meu amigo.

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