Insistes em te meter comigo. Quando digo a todos que já não te posso aturar, que já não te posso ouvir, que estou esgotada e saturada, vens tu e cativas-me. Estás tu, sozinho, inclinado de lado num balcão, o rosto apoiado nos braços lá pousados e a intensidade do teu olhar pousado em mim. Estás tu a pensar o que hás-de dizer para me moer o juízo, ou talvez não penses em nada e eu julgue que, tal como eu, pensas em tudo. Depois estás tu a dizer "Vais dormir na rua", e eu a controlar-me para não te responder e para não encurtar a distância de sensivelmente dois metros que nos separa. Continuas a embirrar comigo até eu me dirigir a ti "Estás a gozar com a minha cara?", pergunto-te, depois de mencionares o episódio de ontem "Então, foste dar uma volta?". Pois fui, e hei de ir sempre, e tu não tens nada com isso. Fica com a tua amiga oca, com aquela exibicionista, oca de alma, nua de valores. Fica com ela, ela fica-te melhor.
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