23 maio, 2010

Haja o que houver...

G.,

Eu bem tenho estado alerta à espera do instante em que virá o sinal de que esta espécie de 'conto de fadas' de nós os dois é só a tua aproximação a mim como amiga, eu sei o quanto gostas de mim. És suficientemente boa pessoa para gostar este tanto de mim sem interesses românticoss. Mas finalmente, tive a prova que precisava de que «ainda não é desta», ou será novamente um daqueles casos em que tu és infinitamente diferente de mim? Em que planeias o futuro e guardas o melhor para mais tarde? Não sei, não quero ilusões.

O que importa é que te dei a fita na sexta-feira passada e, três noites depois, ainda não a leste.
Fazes ideia de como eu devoraria três faces de fitas académicas que tu me escrevesses no instante em que me apanhasse a sós?

Mas depois dizes-me coisas tão bonitas, meu amor, que nunca pensei ouvir de ti, como «eu também posso mudar», disseste-me agora mesmo, como te amo,

Enfim,
petit prince.

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